15 de Julho de 2014

O ciclo da natureza

Os últimos tempos tem sido bastante movimentados com diversos trabalhos em mão para terminar. Entre idas a Santarém, Aveiro e zona da Comporta, pouco tempo tem sobrado para fotografar para mim. Num destes finais de semana e aproveitando as frequentes idas a Amarante, revisitei ao final da tarde a zona da Campeã e serra do Marão. A zona estava com uma luz fantástica e os seus castanheiros imponentes como sempre, mas despidos de folhas. É interessante observar a mudança da paisagem e o ciclo da natureza com os castanheiros a ganharem novas folhas. A última vez que tinha estado aqui tinha sido no Outono. Aproveitei e fiz algumas imagens  deste novo ciclo, com a minha versátil máquina fotográfica Olympus Tough TG-830 iHS, a única que transportava comigo. Vou voltar em breve ao Parque Natural do Alvão desta vez para fazer umas últimas fotografias que virão incluídas no meu novo livro. Será dentro de poucos dias.


A zona da Campeã junto à Serra do Marão num magnífico fim da tarde.  ›  digital  ISO 125   73 mm  -0,7  f/16  1/100

Pinheiros-de-casquinha na zona do Alvão com os seus inconfundíveis troncos avermelhados.  ›  digital  ISO 125  73 mm  -0,7  f/5.7  1/25  tripé
O ciclo da natureza, folhas novas de castanheiro, Campeã  ›  digital  ISO 125  36 mm  -0,7  f/13  1/160

Um magnífico e velho castanheiro, Campeã. Esta zona é conhecida pelos seus castanheiros.  ›  digital  ISO 125  28 mm  -0,7  f/3.9  1/125



6 de Maio de 2014

Nature foto tour na Ria de Aveiro

Conduzi mais um nature foto tour no fim de semana passado pela Ria de Aveiro. Como já o disse por diversas vezes, não me canso de fotografar na Ria e ela quase sempre não nos decepciona. Onze participantes percorreram alguns dos hot spots que costumo frequentar e ficaram com uma ideia da enorme biodiversidade que existe na zona da Ria. Pateira de Fermentelos, salinas, Salreu e área da Murtosa junto à ponte da Varela, foram alguns locais onde fotografamos. Havia vida por todo o lado com destaque para a avifauna. Pato-real, garça-vermelha, pernilongo, pilrito-de-peito-preto, borrelho-de-coleira-interrompida, colhereiro, cegonha-branca, entre outras, foram algumas das aves que foram registadas por diversos participantes. Os campos agrícolas na zona de Salreu explodiam de vida com flores e passeríformes. Para alguns dos participantes esta foi também a primeira vez que vieram à zona da Ria de Aveiro. Desta forma entrei no nono ano em que iniciei os nature foto tours. Foi no fim de semana de 26 e 27 de Março de 2005 que conduzi pela primeira vez dez participantes para fotografarem no Estuário do Tejo. 


› Pormenor de pato-real (macho) na Pateira de Fermentelos  › Digital  ISO 200  600 mm  -0,67 ev  f/8  1/800  tripé
› Pormenor de vegetação aquática, percurso do rio Príncipe, Salreu › Digital  ISO 200  300 mm  -0,33 ev  f/4  1/1600  tripé

› Luta de pernilongos, salinas, Ria de Aveiro › Digital  ISO 800  600 mm  -0,67 ev  f/5.6  1/1000  tripé

› Pilrito-de-peito-preto, salinas, Ria de Aveiro › Digital  ISO 800  600 mm  -0,67 ev  f/5.6  1/1000  tripé

› Participantes do nature foto tour, percurso do rio Príncipe, Salreu › Digital  ISO 400  600 mm  -0,33 ev  f/8  1/800  tripé

› Aves e campos agrícolas, Salreu › Digital  ISO 400  600 mm  -0,33 ev  f/5.6  1/1600  tripé




24 de Abril de 2014

Espelhos de água

Com estes magníficos dias de sol, andei esta semana pelo campo a recolher novas imagens de Primavera. Passei pela Ria de Aveiro, Pateira de Fermentelos e Salreu. São áreas onde habitualmente vou fotografar que têm a água como elemento comum. Como resultado das intensas chuvadas que caíram durante os meses passados, os campos formam extensos tapetes de flores multicoloridas. Na Ria de Aveiro e na Pateira de Fermentelos, a ausência de vento formava magníficos espelhos de água, que me permitiram fazer novas e diferentes imagens. A vida selvagem está ao rubro, com as aves da Ria de Aveiro numa azáfama neste período de nidificação.


› Pernilongo e reflexo na Ria de Aveiro › Digital   ISO 400  600 mm  -0,33 ev  f/8  1/1250  beanbag  viatura

› Pilritos-de-peito-preto e chilreta com reflexos num muro de salina, Ria de Aveiro › Digital   ISO 400  600 mm  -0,33 ev  f/8  1/1600  beanbag  viatura
› Pormenor de flores num campo multicolorido, zona da Pateira de Fermentelos  ›  Digital  ISO 200  24 mm  -0,33 ev  f/4  1/2000  filtro ND

› Pormenor de barcos característicos, Pateira de Fermentelos  ›  Digital  ISO 200  24 mm  -0,33 ev  f/6.3  1/400  filtro ND


27 de Fevereiro de 2014

Por entre o Tâmega o Marão e o Alvão

Desde o principio do ano que praticamente todos os fins de semana me tenho repartido pela cidade de Amarante. Um novo projecto tem-me feito abraçar de novo uma região que sempre admirei, repartida pelo rio Tâmega, a Serra do Marão e do Alvão. Não tem conta as vezes que já me desloquei às duas serras para fotografar os seus diferentes aspectos naturais, mas também algumas histórias relacionadas com as actividades das populações de montanha. Algumas destas histórias foram publicadas em revistas de viagens. Ultimamente tenho-me dedicado ao magnífico rio Tâmega que com a sua luz de Inverno me tem permitido fazer novas imagens e com abordagens diferentes. O facto de nevar todos os anos quer no Marão quer no Alvão, levou-me sempre a dedicar parte do meu tempo na zona a captar novas imagens do Inverno gelado.


› O rio Tâmega ao final do dia perto de Amarante, Inverno › Digital,  ISO 160  22 mm  f/22   0,5 s  tripé



› O rio Tâmega e a cidade de Amarante num dia de nevoeiro, Inverno  › 28 mm, médio formato 6x4.5  Película Fujichrome Velvia 50 ISO  tripé

› Base da Serra do Marão e a aldeia de Quintã, Inverno  › Digital,  ISO 100  60 mm  -0,33 ev  f/7.1  1/60  filtro ND  tripé

› Pormenor de carvalhos e pinheiros num dia de neve, Inverno, serra do Marão › Digital ISO 100  24 mm f/5.6  1/60  tripé
› O recolher do gado ao final do dia, Lamas de Olo, Inverno, Serra do Alvão  › 20 mm, Película Fujichrome Velvia 50 ISO






29 de Dezembro de 2013

Flamingos e alfaiates

Se existem aves que frequentam as zonas húmidas que sempre me fascinaram são os flamingos e alfaiates. Gosto imenso de os fotografar. Lembro-me de uma das primeiras visitas que fiz ao interior do Estuário do Tejo de barco, em que observei e fotografei largas centenas de alfaiates em voo, que pareciam nuvens vivas em movimento. Um visão absolutamente fantástica! Mais tarde, e também nesse dia, já ao final do dia no horizonte, uma linha cor de rosa no céu escuro acompanhada de um som contínuo, atestava um grupo de flamingos que se dirigia para as bermas do estuário para aí pernoitar. A presença constante dos flamingos em algumas zonas do país (como por exemplo a Ria de Aveiro), tem-me proporcionado novas imagens desta bela ave, nestes últimos anos. Acabei, desta forma, por ter um número considerável de registos efectuados em diversas áreas naturais de Portugal destas aves que tanto admiro. 


› Flamingos-comuns levantando voo de uma salina perto de Alcochete ao lusco-fusco, Estuário do Tejo.  ›  ISO 800  600 mm  f/5,6  1/1000  tripé



› Alfaiate descansando nas margens do Estuário do Tejo.  ›  ISO 400  600 mm  teleconversor 1.4x f/8  1/750  tripé

› Flamingos-comuns descansando numa salina perto de Alcochete, Estuário do Tejo.  ›  ISO 640  -0,33 ev  f/8  600 mm  teleconversor 1.4x  1/750  tripé

› Alfaiates em voo no interior do Estuário do Tejo  ›  Película Fujichrome Velvia 50  300 mm  f/4  barco
› Flamingos-comuns alimentando-se numa salina abandonada junto à Moita  ›  Película Fujichrome Sensia 100  600 mm  teleconversor 1.4x  f/5,6  tripé

2 de Dezembro de 2013

Relembrar a tragédia do Prestige

Faz agora  onze anos que aconteceu a tragédia do Prestige em Espanha (13 de Novembro de 2002), que afectou sobretudo a região da Galiza. Na altura, desloquei-me durante alguns dias para a zona da povoação da Muxía para testemunhar e fotografar os diferentes aspectos de uma tragédia desta dimensão. Nunca tinha observado nada assim! Era impressionante a quantidade de crude que cobria as praias e o mar, o cheiro e as manchas de petróleo que se espalhavam por todo o lado, pelas ruas e inclusivé o hotel onde eu fiquei instalado, todo coberto com o chão preto das pegadas de crude. Diversas aves marinhas iam dando à costa em agonia ou já mortas. No total cerca de 77 mil toneladas de combustível foram derramadas em alto mar, que acabaram por mais tarde vir a afectar o norte de Portugal. Numa luta desigual, centenas de voluntários vestidos com fatos brancos, tentavam numa missão dantesca, limpar as toneladas de crude que se acumulavam em algumas das praias da Galiza. Nunca mais me vou esquecer do cenário desta tragédia, onde os recursos naturais e pesqueiros da região, foram altamente afectados. O contraste dos pontos brancos dos voluntários contra o cenário negro era impressionante. Muitos destes voluntários foram mais tarde afectados por alterações genéticas e hormonais. Numa acção coordenada na altura com o Instituto da Conservação da Natureza, foi montado em Esposende um Centro de Recuperação de Aves, para limpar e tratar as inúmeras aves marinhas afectadas que começaram a aparecer na costa norte de Portugal. Nesta missão, onde acabei por colaborar como voluntário, houve muitas histórias felizes de aves que foram recuperadas e devolvidas à natureza, mas nem todas o conseguiram. Muitas pereceram na altura em que eram limpas. Araus, gansos-patolas, gaivotas, entre muitas outras, foram algumas das aves que apareceram neste Centro de Recuperação de Aves improvisado. Anos mais tarde, em Abril de 2010 uma outra tragédia de enormes dimensões a fazer lembrar a do Prestige aconteceu, desta vez, no Golfo do México onde 700 milhões de litros de petróleo foram derramados. Este assunto mereceu grande destaque na revista National Geographic, que também foi publicada na versão portuguesa. Relembrando a tragédia do Prestige, a revista publicou um artigo com uma das imagens que na altura fiz na Galiza.

› Aspecto de uma das praias em Muxía na Galiza  coberta de crude.  ›  Médio formato 6x4.5  28 mm  tripé  película Fujichrome Velvia 50

› Voluntários limpam uma das praias em Muxía na Galiza  coberta de crude.  ›  Médio formato 6x4.5  28 mm  tripé  película Fujichrome Velvia 50
Algum do material usado na limpeza do crude. Baldes e pás. › 28 mm, película Fujichrome Velvia 50
› Uma das manga protectoras usadas para conter o avanço do crude junto às praias, Galiza. › 28 mm, polarizador, tripé, película Fujichrome Velvia 50
› Um das muitos aves que apareceram na costa norte de Portugal na zona de Esposende após o derrame do Prestige. Neste caso um Arau comum. › 28 mm, polarizador, tripé, película Fujichrome Velvia 50
› Um arau a ser limpo no Centro de Recuperação de Aves improvisado instalado em Esposende. Posteriormente foi devolvido à natureza. › 28 mm, polarizador, flash, película Fujichrome Velvia 50


› Revista na National Geographic Portugal (Outubro de 2010) em que destaca o derrame no Golfo do México e faz referência à tragédia do Prestige na Galiza.

6 de Novembro de 2013

Peneda-Gerês, o principio do Outono

Algumas semanas atrás fui até ao Parque Nacional da Peneda-Gerês para a zona da Mata de Albergaria. Pretendia fotografar o principio do Outono e fazer uma série de novas imagens de floresta. Sabia que ia estar um dia nublado, mas sem chuva, ideal para o que eu pretendia. O açafrão-bravo estava ao rubro, pincelando de violeta o chão da floresta. Perdi algum tempo com esta planta, fazendo novas imagens macro com diferentes planos e diferente iluminação. Aproveitei igualmente para fotografar o tojo, que ainda se encontrava em flor nas zonas mais elevadas juntamente com a urze. No interior da mata de Albergaria as faias davam os primeiros sinais de Outono com folhas alaranjadas, que contrastavam com o verde de fundo. Era mesmo isto que eu pretendia fotografar, já que no meu arquivo tenho imensas imagens do Outono em todo o seu esplendor. Aproveitei para fazer diversas imagens panorâmicas, com diferentes fotogramas. Estive grande parte do tempo na magnifica área da mata de Albergaria, embora tenha aproveitado para fazer novas imagens do rio Homem, pois estava com uma boa iluminação coisa quem nem sempre acontece. Foi um excelente dia, bastante produtivo em termos fotográficos e com resultados que me agradam bastante. Em breve, voltarei de novo.

› Mata de Albergaria, Peneda-Gerês, principio do Outono.  ›  ISO 400  15 mm  -0,33 ev  f/5  1/30  tripé

› Açafrão-bravo, Mata de Albergaria, Peneda-Gerês  ›  ISO 400  105 mm macro  f/2.8  1/400  dupla expoisção  tripé

› As faias mostram os primeiros sinais de Outono, Mata de Albergaria, Peneda-Gerês  ›  ISO 200  300 mm  f/4  1/10  disparador remoto  tripé

› Tojo e urze em flor, Peneda-Gerês  ›  ISO 200   105 mm macro  f/5.6  1/160  tripé

› Rio Homem, Peneda-Gerês › ISO 200  12 mm  -0,33 ev  f/8  1/250  filtro ND  tripé