No Verão de 2005, um enorme incêndio devastou durante dias cerca de 3000 hectares deste parque natural, atingindo não só o Vale do Zêzere, mas estendendo-se igualmente pelo Vale do Rossim, Poço do Inferno e Lagoa do Peixão, afectando essencialmente duas grandes zonas: uma zona arborizada e outra não arborizada. As zonas arborizadas eram constituídas essencialmente por resinosas (como o pinheiro-bravo, pinheiro-negro, algumas exóticas, etc.) e folhosas (como castanheiros, carvalhos). “O que temos vindo a verificar é que sem nenhuma intervenção humana, na zona das resinosas houve recuperação espontânea com carvalhos e castanheiros. Para já, isto só aconteceu aqui. Provavelmente havia sementes que não tinham germinado e após os incêndios isso veio a verificar-se. As aves como os gaios, entre outras, também podem ter tido aqui igualmente um papel importante”, afirma o ténico deste parque natural. Após o grande incêndio de 2005, que levou à destruição incluisivé de alguns teixos e zimbros, houve pequenas intervenções que abrangeram cerca de 20 hectares, levadas a cabo maioritariamente pela Direcção Geral de Recursos Florestais e algumas associações locais.
Ainda segundo António Jorge Coimbra, nos planos do Parque Natural da Serra da Estrela encontra-se uma intervenção nas zonas não arborizadas afectadas pelo incêndio de 2005, que passa pela recuperação das linhas de água no Vale do Rossim, e a plantação de algumas espécies arbóreas em torno do Covão da Ametade e o Vale da Candeeira. O Parque Natural da Serra da Estrela detém o estatuto de maior montanha de Portugal Continental, com os seus 1993 metros. Uma paisagem multifacetada, marcada por vales recortados onde correm rios e ribeiras, sobre granito e xisto, pulando fragas, rochedos e penhascos serra abaixo. Moreias, covões, lagoas e lagos atestam a longevidade e a beleza única deste parque natural.




De cima para baixo
› O Vale do Zézere actualmente (e após o grande incêndio de 2005) › Digital, 28 mm, filtro polarizador, tripe, 100 ISO.
› Renascendo das cinzas, Serra da Estrela › Digital, 105 mm, macro, tripé, 200 ISO.
› Gaio, uma das presenças constantes nos bosques da Estrela › Digital, 600 mm, teleconversor 1.4x, tripe, 800 ISO.
› Vegetação nos vales da Serra da Estrela › Digital, 300 mm, tripé, 100 ISO.
› Reflexos no rio Zézere, Covão da Ametade › Digital, Zoom 28-80 mm, filtro polarizador, tripé,
› Renascendo das cinzas, Serra da Estrela › Digital, 105 mm, macro, tripé, 200 ISO.
› Gaio, uma das presenças constantes nos bosques da Estrela › Digital, 600 mm, teleconversor 1.4x, tripe, 800 ISO.
› Vegetação nos vales da Serra da Estrela › Digital, 300 mm, tripé, 100 ISO.
› Reflexos no rio Zézere, Covão da Ametade › Digital, Zoom 28-80 mm, filtro polarizador, tripé,
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