A Primavera está aí e com ela múltiplas paisagens cobrem-se de cores. Regresso de terras do Alvão, onde a urze e a giesta já rebentaram, pintalgando de tons rosa e amarelo esta magnífica zona de montanha. Com uma enorme biodiversidade floristica, por entre espécies raras ou endémicas, como o cravo-dos-alpes ou a açucena-brava, encontramos carvalhos, vidoeiros, azevinhos, castanheiros, pilriteiros e muitas outras espécies de flora. Com um relevo variado, o Parque Natural do Alvão apresenta definidas duas importantes áreas. Uma zona mais alta (que chega aos 1339 m), que abrange a serra do Alvão e o planalto de Lamas de Olo, e uma zona basal (até aos 250 m), onde estão localizadas as povoações de Ermelo e de Fervença que, por sua vez, se interligam com os vales mais profundos onde corre o rio Olo. Outrora, por entre as zonas mais elevadas do sistema montanhoso do Alvão /Marão, era possível avistar com frequência a emblemática águia-real, encontrando-se hoje praticamente extinta. Actualmente, subsistem no interior do parque, diversas espécies faunísticas, típicas de montanha. O lobo, o gato-bravo, a toupeira-de-água, o falcão-peregrino, entre outras, encontram nesta área protegida refúgio fulcral para a sua conservação. O Alvão é também conhecido pelas suas aldeias de grande valor arquitectónico como Lamas d´Olo, Arnal, e Ermelo e aspectos geomorfológicos e paisagísticos como as quedas de água das Fisgas do Ermelo e do Moinho de Galegos da Serra

De cima para baixo
› Urze em flor › Digital, 105 mm macro, tripé, 200 ISO.
› Urze e giesta em flor no Alvão › Digital, zoom 12-24 mm, tripé, 100 ISO.
› Borboleta Antocharis cardamines › 105 mm macro, tripé, película Fujichrome Provia 100 F.
› Aldeia de Fervenças, Alvão › 105 mm macro, tripé, película Fujichrome Velvia 50.
› Rio Olo, Alvão › formato 6x4.5, 30 mm, tripé, película Fujichrome Velvia 50.



