29 de Setembro de 2009

Estuário do rio Douro

O Outono está aí. Apesar do calor que se continua a manter, já são visíveis alguns sinais da mudança de estação na folhagem de algumas árvores de folha caduca. Estive recentemente no estuário do rio Douro - zona conhecida como Cabedelo, do lado de Vila Nova de Gaia – um local que há muito pretendia explorar, apesar de ficar perto da minha residência. Talvez por isso, as visitas ao local eram sempre adiadas, uma vez que quando saio, vou sempre para paragens mais distantes. Gostei do que vi. Um grande bando de maçaricos-de-bico-direito e inúmeros pilritos, borrelhos-de-coleira interrompida, garças-reais e gaivotas demonstram que as migrações já começaram e que muitas aves já se preparam para passar cá os próximos meses, vindas das paragens mais frias do norte da Europa. Em termos fotográficos foi produtivo, pois os bichos deixavam-me aproximar (e aproximavam-se)com alguma facilidade, mesmo sem abrigo. Enquanto fotografava, acabei por encontrar um amigo de longa data, que agora trabalha para o Parque Biológico de Vila Nova de Gaia como ornitólogo, e que está a inventariar as aves que por ali param. Fiquei a saber que a zona classificada como “Reserva Ornitológica da Foz do Rio Douro” é, actualmente uma reserva local, gerida pela autarquia de Gaia, e que muito em breve haverá diversos investimentos na zona, de modo a salvaguardar e potenciar a sua conservação. Inúmeras aves, algumas raras, param por ali durante os meses mais frios. Mais de 150 espécies já foram ali inventariadas e inúmeras com anilhas provenientes do norte da Europa. Entre as espécies inventariadas iiiicontam-se o pisco-de-peito-azul e diversos anatídeos. Vai ser, concerteza, um lugar onde irei mais vezes durante os próximos meses.

















De cima para baixo

› O Estuário do Rio Douro (com o Porto ao fundo) numa panorâmica efectuada com dois fotogramas.Digital, zoom 12-60 mm, tripé, 200 ISO.

› Um maçarico-de-bico-direito passa tranquilo na minha frente. › Digital, 300 mm, teleconversor 1.4x, tripé, 200 ISO.

› Um bando de maçaricos-de-bico-direito descansa ao final da tarde. › Digital, 300 mm, teleconversor 1.4x, tripé, 200 ISO.

› Os pilritos também são abundantes por estas paragens. › Digital, 300 mm, teleconversor 1.4x, tripé, 200 ISO.

› Uma garça-real prepara-se para levantar voo com a minha aproximação. › Digital, 300 mm, teleconversor 1.4x, tripé, 200 ISO.

1 de Setembro de 2009

O Verão na montanha

Regresso de uns dias em família do nosso único parque nacional. Embora o Outono seja uma das estações de eleição para conhecer o Parque Nacional da Peneda-Gerês, reconheço que o Verão também tem a sua beleza, e nos permite disfrutar de outras maravilhas. Banhos de rio, quedas de água cristalinas, passeios ao fim da tarde, jantares ao relento e saídas para procurar alguns habitantes com hábitos nocturnos, como por exemplo o sapo-comum. Desta vez, foram os meus filhos mais novos que se entusiasmaram a fotografar o bicho, que colaborava com poses perfeitas para a fotografia.

Desde que comecei a viajar por conta própria que, sempre que posso, gosto de usufruir de alguns dias na montanha durante os meses de Verão. Na zona de Lamas de Mouro, uma das seis entradas do parque nacional, os bosques de vidoeiros e pinheiros-de-casquinha permitem alguns ensaios fotográficos nocturnos. A urze e o tojo ainda se encontram em flor e as libélulas pululam junto às lagoas e ragatos. Um cenário que em breve desaparecerá, com o encurtar dos dias e o aproximar do Outono. Mas antes disso, regresso lá novamente para mais alguns dias, já durante a próxima semana.















De cima para baixo

› A imponência da montanha ao final da tarde › zoom 28-80 mm, filtro polarizador, tripé, película Fujichrome Velvia 50.

› Um garrano apanha o sol do fim da tarde › 300 mm, película Fujichrome Sensia 100.

› Fotografia nocturna no bosque em Lamas de Mouro › Digital, Zoom 12-60 mm, tripé, 200 ISO

› Uma libélula pousa junto a um regato cristalino › Digital, 105 mm macro, tripé, 200 ISO.

› Sapo-comum, um dos habitantes nocturnos › Digital, 50 mm macro, flash anelar, tripé.