13 de Outubro de 2010

Rolas-do-mar

Ontem iniciei a minha temporada de fotografia de outono. Resolvi ir até ao Estuário do Rio Douro, um local onde tenho fotografado nos últimos anos, agora oficialmente convertido em reserva local sob alçada da Câmara Municipal de Gaia. Qual o meu espanto quando verifico que se encontra integralmente vedado por arame farpado e o seu acesso limita-se a dois observatórios com caminhos em passadiço de madeira, que terminam muito longe de chegar aos meus objectivos. Os visitantes não podem sair dos passadiços, lê-se nas diversas placas. E claro, fotografia para fins comerciais, só com autorização prévia. Claro que eu como fotógrafo de natureza profissional há vinte anos, não posso lá fotografar, sem autorização. É claro que sou o primeiro a defender as medidas conservacionistas impostas no local, agora o que não compreendo são estas restrições cada vez mais implantadas em Portugal, ao contrário de diversos países por onde passei e fotografei livremente. Acabei por me vir embora, sem sequer tirar o material do carro, e acabei a fotografar do lado oposto, no Porto, onde diversas rolas-do-mar passeavam à beira rio. Acabou por ser um fim de tarde produtivo, dadas as excelentes condições de luz, e os modelos que começaram a chegar a Portugal para invernarem. Quanto ao Estuário do Rio Douro, não devo lá voltar tão cedo.






De cima para baixo

› Rolas-do-mar ao final da tarde, Estuário do Rio Douro, Porto. › Digital, 600 mm, tripé, 1000 ISO.

› Uma rola-do-mar espreguiça-se ao final da tarde, Estuário do Rio Douro, Porto. › Digital, 600 mm, tripé, 1000 ISO.

› Pormenor de rola-do-mar entre um bando, Estuário do Rio Douro, Porto. › Digital, 600 mm, teleconversor 1.4x, tripé, 1000 ISO.

› Rolas-do-mar ao final da tarde com um barco de fundo, Estuário do Rio Douro, Porto. › Digital, 600 mm, tripé, 1000 ISO.

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